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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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A PIOR PROFISSÃO DO MUNDO?

Mäyjo, 07.07.15

enxofre_aArriscar a vida por um emprego

É difícil perceber qual a pior profissão do mundo – há muitas, infelizmente, e escolher entre uma e outra não é racional. No entanto, uma das grandes concorrentes a este epíteto é a de mineiro de enxofre na Indonésia.

Estes homens trabalham turnos de 12 horas dentro da cratera de um vulcão e, como o próprio nome indica, partem enxofre solidificado e levam-no para fora da cratera. Durante todo este tempo, eles inalam fumos tóxicos e arriscam as suas vidas por €4,2 ao dia.

Para além disso, os mineiros de enxofre de Java do Leste, Indonésia, têm que escalar rochas afiadas e sujeitarem-se a uma eventual erupção do vulcano.

O fotógrafo russo Gleb Tarro, que vive em San Diego, nos Estados Unidos, testemunhou a vida destes trabalhadores desconhecidos e invisíveis. “Visitei o vulcão Ijen para fotografar as suas belas cores, mas quando vi várias pessoas no nevoeiro tóxico do local, com cestos enormes, percebi que as minhas fotos precisavam de foco”, explicou ao Daily Mail.

“Cerca de 200 mineiros estavam a partir enxofre sólido em peças enormes e a levá-lo, em cestos, para fora da cratera. O enxofre é depois vendido para uma refinaria de açúcar próxima”, explicou Tarro.

“Quase não consegui respirar na cratera e não consigo imaginar estes homens a carregar cestos pesados do dia inteiro. Entre 75 e 90 quilos. Vivemos numa sociedade urbana e nunca pensamos nestas condições de trabalho”, concluiu.

 

JAPÃO ESTÁ A TRANSFORMAR CAMPOS DE GOLFE ABANDONADOS EM CENTRAIS SOLARES

Mäyjo, 07.07.15

golfe_SAPO

No final dos anos 80, os clubes de golfe japoneses foram inundados com propostas de novos sócios – algumas anualidades chegaram aos milhões de euros. Pouco depois, o boom do imobiliário financiou a construção de centenas de campos nos anos 90 e 2000 – demasiados, sabe-se agora –, o que levou a que, hoje, muitos deles estejam abandonados.

Quando o pós-Fukushima obrigou o país a investir nas energias renováveis – incluindo centrais solares flutuantes – o Japão viu nestes campos de golfe abandonados um excelente local para instalar novas centrais solares.

Na semana passada, a Kyocera anunciou a construção de uma central solar num antigo campo de golfe em Kyoto. A central começará a produzir energia em Setembro de 2017 e vai gerar electricidade suficiente para alimentar 8.100 casas da região.

Em Maio último, por outro lado, a empresa tinha já anunciado um projecto mais vasto, a construir no próximo ano, em Kagoshima, que terá 340.000 módulos solares e gerará energia para mais de 30.500 casas. O projecto, que estará operacional em 2018, vai reabilitar um campo de golfe construído há 30 anos.

A ideia japonesa já tem repercussões noutros países. Os operadores de golfe norte-americanos estão a passar por um período de maior desinteresse dos cidadãos pela modalidade, e têm reagido com códigos de vestuário mais liberais, programas para a família e mensalidades mais pequenas.

Porém, tal como no Japão, alguns campos de golfe estão condenados ao abandono. Dois deles, em Nova Iorque e no Minnesota, serão em breve transformados em centrais solares, avança o Quartz.

RESÍDUOS: TRÊS INOVAÇÕES QUE VÃO REVOLUCIONAR AS CIDADES

Mäyjo, 07.07.15

heineken_SAPO

Cerca de 70% da população mundial viverá nas cidades em 2050, de acordo com as Nações Unidas. Os números são bem conhecidos e vão alterar profundamente as cidades em que vivemos – sobretudo as grandes metrópoles –, elevando a necessidade de criarmos cidades mais sustentáveis que, se possível, não diferenciem resíduos e recursos.

Por outras palavras: as cidades devem entender os resíduos como ponto de partida de algo novo. Estas são três ideias que podem em breve ser aplicadas nas megacidades e que nos podem ajudar a construer um ambiente urbano mais sustentável para o futuro.

1.Minas urbanas

À medida que as minas naturais se esgotam, as cidades serão as minas do futuro, uma vez que é por lá que estão os recursos naturais já transformados em materiais. Há décadas que existe tecnologia para reciclar cobre e empresas especialistas já recuperam o resíduo metálico dos velhos cabos eléctricos.

Segundo explicou ao Guardian o professor Thomas Graedel, da Yale School of Forestry and Environmental Science, os edifícios armazenam os materiais que serão reciclados mas também nos ajudarão a poupar uma grande quantidade de energia necessária para os alcançar.

A reutilização de alumínio precisa de apenas 5% da energia necessária para a sua produção original. E como este material está presente em todos os edifícios – há sempre novas demolições agendadas – ele não ficará refém de uma menor produção das minas.

2.Transformar resíduos em materiais de construção

Na Design Academy de Eindhoven, Holanda, Tom van Soest desenvolveu um método de pulverizar os materiais de construção reciclados dos edifícios demolidos para criar uma nova forma de pedra que pode ser transformada em produtos para a superfície e tijolo.

Para além deste método, comercializado pela StoneCycling, há um projecto que transforma jornais em materiais parecidos com madeira; ou uma empresa que desenvolveu um material feito de embalagens de cartão 100% reutilizados, num processo que não utiliza água e cria um nova material que pode ser usado para paredes interiores.

E lembra-se da casa de garrafas de vidro de Alfred Heineken (na foto)? Ela data de 1963 e, pelo que vê aqui, continua actual. Por aqui ainda há muito que evoluir, mas o futuro parece risonho.

3.Experiências com materiais biológicos

À medida que definimos os resíduos como algo para além do que colocamos no lixo – o que inclui tudo o que pareça sem valor ou supérfluo –, as possibilidades são infinitas. Dito isto: porque não incluir materiais biológicos derivados de bactérias ou fungos em materiais de construção.

Henk Jonkers, da Delft University of Technology, desenvolveu um processo que mistura bactérias e nutrientes para criar cimento que se auto-repara. Noutro projecto, em Nova Iorque, um material feito de subprodutos agrícolas e micélio pode ser transformado em materiais fortes e com parâmetros estruturais, sendo até comparado à pedra e cimento – o Ecovative.

Este artigo faz parte de um trabalho especial sobre Resíduos, publicado durante o mês de Junho e promovido pela Sociedade Ponto Verde.

UNESCO ACRESCENTA 24 SÍTIOS À LISTA DE PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Mäyjo, 07.07.15

Nove dos novos Patrimónios da Humanidade